Dor do dia seguinte: entenda e previna-se


MICROLESÕES

Qualquer tipo de movimento pode ocasionar a dor muscular tardia, mas elas são mais comuns nas contrações do tipo excêntricas, quando o músculo se contrai e se alonga. “É o que acontece com nossos quadríceps e panturrilhas durante a corrida. Por isso são os músculos que mais doem. Esse tipo de movimento leva à microrruptura de inúmeras fibras musculares e ao aumento de enzimas, o que justifica uma das principais teorias do quadro”, diz o médico.

 

O mecanismo de produção da dor muscular tardia não está completamente entendido, mas algumas teorias buscam explicar o quadro. A principal delas é que acontecem lesões teciduais com reações inflamatórias e, por isso, sentimos a dor após o treino intenso. Seguindo essa linha de raciocínio, durante o exercício de intensidade elevada há um grande aumento das enzimas musculares CPK na corrente sanguínea, indicando que houve dano tecidual.

 

Ele também explicou que outros autores acreditam que, além da lesão tecidual pelo estiramento das fibras, as altas concentrações de cálcio no local levam à necrose celular, o que contribui para o surgimento da dor.

 

DOR INCERTA
Além da teoria principal, outras já foram levantadas para tentar explicar a dor depois do treino. Uma delas é o distúrbio neuromuscular. Após o exercício intenso, ocorreria uma desorganização dos mecanismos de contração muscular, levando a espasmos dolorosos. O sistema neuromuscular é a ligação do cérebro com os músculos, que faz o movimento ou o gesto acontecer. Quando treinamos de forma inteligente, o sistema neuromuscular é ativado e favorece uma postura e uma execução corretas dos movimentos, além de estimular as fibras musculares. Quando estamos sem treinamento ou vamos além da conta, podem acontecer distúrbios nessa troca de informações do cérebro com os músculos.

Há também a teoria que “culpa” o ácido lático, dizendo que ele intoxica os músculos. Mas, segundo Sérgio, ela não passa de um mito. “Essa teoria é vista como um mito popular, já que os níveis sanguíneos normalizam em até uma hora após a atividade”.

 

DICAS PARA PREVENÇÃO:

Respeite seus limites – Não vá com muita sede ao pote no início e/ou retorno às atividades.

 

Procure um educador físico – É essencial para planejamento inicial dos exercícios.

 

Inicie os movimentos – Foque em pouca amplitude, cargas e repetições.

 

Descanso – Respeite os períodos de descanso e recupere bem o seu organismo.

 

Coma de maneira correta – Assim terá energia suficiente para sua execução e recuperação

 

Fonte: ativo.com