Sedentarismo: o mal da vida moderna


Escada rolante, elevador e automóvel. Essas são algumas das facilidades que a vida moderna proporciona para a população. Apesar de trazer um grande conforto e facilidade, contribuem para o sedentarismo.

Segundo o médico do São Paulo F.C, Auro de Freitas Rayel, os primeiros sinais de sedentarismo aparecem quando uma pessoa começa a ter dificuldades em promover os afazeres da vida diária, como limpar a casa, lavar o carro ou até mesmo levar o cachorro para passear.

“O que leva essas pessoas a terem essas dificuldades é a falta de uma atividade física. Sem isso a musculatura enfraquece, as articulações vão ficando cada vez mais instáveis e a pessoa perde a condição cardiorrespiratória”, disse Rayel.

O sedentarismo não é novidade há muitos anos, mas, com a vida moderna, a incidência aumentou. Hoje, esse problema atinge crianças e adolescentes, o que antigamente não ocorria. “Isso ocorre principalmente por causa da tecnologia. As crianças muitas vezes preferem ficar na frente do computador a praticar algum esporte”, disse a fisioterapeuta da clínica de fisioterapia da Universidade Metodista Tatiana Sachelli.

A falta de tempo é outro fator que implica sedentarismo. Além da jornada de trabalho, é comum a pessoa ter atividades extras, como cursar uma faculdade e estudar algum idioma.

Até o trânsito aumenta o sedentarismo. Motoristas ficam mais tempo presos dentro de seus carros, em congestionamentos. “Isso faz com que a pessoa não tenha pique de ir para uma academia ou praticar qualquer outra atividade física”, afirmou a fisioterapeuta.

Esses fatores, no entanto, não devem justificar o sedentarismo. “As pessoas andam muito preguiçosas. Praticar 30 minutos de atividade física diariamente não toma tempo de ninguém. Isso pode ser feito com atitudes simples. Com certeza não vai atrapalhar o dia, que tem 24 horas”, disse o médico Rayel.

O corpo funciona como uma máquina. Quando não se pratica atividade física, essa máquina funciona de maneira econômica. Ou seja, tudo que a pessoa não utiliza, não movimenta ou não desenvolve, o organismo elimina ou simplesmente há atrofia.
Se não se exercita os músculos, por exemplo, eles enfraquecem e deixam de funcionar. Por quê? As artérias e veias levam e trazem o sangue para o músculo.

Como ele não é utilizado, o corpo fecha esse caminho para gastar menos energia e levar o sangue para partes que necessitam mais.

Dessa forma, os músculos vão ficando pouco irrigados e, conseqüentemente, com pouca mobilidade. Com o avanço da idade, essa situação tende a se agravar. O organismo sofre alterações devido ao envelhecimento. “Aquela pessoa que não teve o hábito de praticar atividade física vai ter essas alterações musculares potencializadas, o que torna esse indivíduo totalmente dependente de outra pessoa”, disse a fisioterapeuta.

Além dos problemas musculares, essa soma de fatores que leva à inatividade colabora para o desenvolvimento de diversas doenças, como obesidade, hipertensão arterial, diabetes, aumento do ácido úrico e do colesterol, dores articulares – principalmente na coluna e nos membros inferiores, onde a carga do corpo é maior – e alguns tipos de câncer (cólon, próstata, bexiga e mama).

“Não é por causa da falta de atividade física que o câncer se desenvolve. Apenas aumentam as chances de ter. Claro que deve ser levado em conta também os fatores de risco, como hereditariedade e alimentação”, declarou o médico do São Paulo.

 

 

Fonte: www.metodista.br